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Justificativa

A UFMG e a USP têm tradicionalmente apoiado iniciativas inovadoras, incentivando áreas de vanguarda na pesquisa e promovendo a excelência em seus programas de Pós-graduação. Como parte desta política, entre os anos de 2002 e 2003, em resposta ao edital BIOMICRO induzido pela CAPES, ambas as Universidades criaram Programas de Doutorado em Bioinformática. Na UFMG, a iniciativa congregou os Departamentos de Bioquímica e Imunologia (DBI) e de Ciência da Computação (DCC) juntamente com cinco outros Departamentos pertencentes aos Institutos de Ciências Biológicas e de Ciências Exatas e Escola de Engenharia. O programa da UFMG está sediado no Instituto de Ciências Biológicas, que concentra o maior número de professores do curso. Na USP a iniciativa congregou 6 escolas: Instituto de Matemática e Estatística, Instituto de Química, Instituto de Biociências, Instituto de Ciências Biomédicas, Faculdade de Medicina Veterinária, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, e Instituto de Física de São Carlos. O programa da USP está sediado no Instituto de Matemática e Estatística. Até poucos anos atrás estes eram os dois únicos programas do gênero existentes no País. A relação entre os dois programas foi sempre de grande parceria e várias ações conjuntas foram tomadas sem um vínculo oficial.

Por outro lado, entre o Programa de Bioinformática da UFMG e o programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da UFPA existe uma parceria oficial desde 2008, com a aprovação do projeto Procad entre os Professores Vasco Azevedo e Artur Silva. Deste projeto já resultaram muitos benefícios com o compartilhamento de competências, tecnologias e infra-estruturas. Hoje o Professor Vasco Azevedo e Artur Silva são professores permanentes nos dois programas.

Da iniciativa PROCAD UFMG UFPA formaram-se, em três turmas induzidas em bioinformática, 30 mestres e 10 doutores, sendo que 5 destes egressos atualmente são professores concursados na UFPA e atuam no ensino de graduação e pós-graduação em bioinformática para os cursos de Ciências Biológicas, Biotecnologia e Biomedicina. Nesta parceria houve um marco que deve ser destacado que foi o fato de sermos o maior depositário de genomas completos juntos ao NCBI na América Latina, através da Rede Paraense de Genômica e Proteômica.

Graças ao apoio recebido através da CAPES Procad a UFPA estará submetendo a CAPES proposta de criação de um curso de Bioinformática em nível de pós-graduação, vinculado ao futuro Instituto de Biotecnologia. Esta proposta congregará professores dos Institutos de Ciências Biológicas, Exatas e da Saúde e será o primeiro programa desta natureza na Amazônia.

Na UFPR, os primeiros passos relacionados à Bioinformática iniciaram no ano 2005 com a colaboração entre o Núcleo de Fixação de Nitrogênio (NFN) do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (Setor de Ciências Biológicas) e o curso de Tecnologia em Sistemas de Informação (TSI - Setor de Educação Profissional e Tecnológica - SEPT). O NFN coordena, desde 2008, o INCT da Fixação Biológica de Nitrogênio e dispõe de infra-estrutura de ponta para geração de dados biológicos nas áreas de genômica, transcriptômica, proteômica e metagenômica. Os projetos desenvolvidos pelo PPG em Bioinformática da UFPR permitiram a aquisição de expertise na aplicação de técnicas de Inteligência Artificial (IA) para montagem, fechamento e anotação de genomas de procariotos. Desde então, técnicas para validação de montagens de genomas, de reconhecimento de padrões em biologia molecular tem sido aplicada com sucesso. Em 2012, os Programas de Bioinformática da UFMG e UFPR, liderados pelos docentes José Miguel Ortega (UFMG) e Emanuel Maltempi de Souza (UFPR), iniciaram uma parceria de trabalho fomentada pelo projeto Procad nas áreas de Genômica, Proteômica e Sistemas de Bioinformação (tecnologia Web Service). O projeto já viabilizou compartilhamento de infra-estrutura, metodologias, ferramentas de software, resultados de pesquisas, além de promover maior interação entre pesquisadores, docentes e alunos dos dois programas, através de seminários em ambas as instituições, estágios e trabalhos realizados em conjunto. Egressos do Mestrado em Bioinformática da UFPR envolvidos nesta colaboração estão dando continuidade às pesquisas como doutorandos na Bioinformática da UFMG com co-orientação de docentes da UFPR.

Já há alguns anos ficou claro para os coordenadores destes programas a necessidade de uma interação mais próxima visando construir sinergias e compartilhar expertises. Em mesa redonda com a participação dos coordenadores dos programas de bioinformática no X-Meeting do ano passado já se haviam levantado as hipóteses de workshops comuns e da promoção da mobilidade estudantil em nível nacional.

Durante as reuniões para a construção da rede que é objeto desta proposta ficou evidente a necessidade de integração de iniciativas locais nas áreas genômica, metagenômica, transcriptômica, proteômica e bioinformática entre os vários centros, para formação de recursos humanos qualificados, transferência de tecnologias e compartilhamento da infra-estrutura de pesquisa no desenvolvimento e avanço de especialidades chaves para a geração de mão de obra qualificada dos programas envolvidos que estão nas regiões norte, sul e sudeste do País.


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